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"Relou, pipou!" Entrei na net com a intenção só de postar e ir correndo ver a novela que deve ter pego fogo hoje, mas a gente nunca faz apenas o que se propõe a fazer e quando vê, ficou mais do que queria.

Deixa eu contar uma novidade pra vocês que nem eu sabia. Agora virei Defensora Pública. Sim, as pessoas acham que eu sou Madre Tereza de Calcutá ou alguma coisa parecida porque querem sempre usar e abusar dos meus serviços de graça! Lembram do fulano da ligação do começo da semana? Pois é... veio com o papinho de Zeca Lourenço pra cima de mim, dizendo que está sem condições financeiras de me pagar apesar de eu cobrar um preço bem abaixo e ainda dividir (isso porque ele é ex marido de uma amiga da família). Falou que está vendo se levanta uma grana e se não der, vai procurar um Defensor Público e tal.

No meio da conversa, falou que me procurou porque eu sou quase da família (da ex mulher dele, tdo bem ouvir isso, mas não sei quem disse que sou quase da família dele...) e que gostaria muito que eu fosse sua advogada porque sabe da minha capacidade e blá, blá, blá. E eu só pensando: "ahan, agora conta a da arara azul." Ainda disse que sabe o quanto é difícil um profissional atender de graça porque cada um tem seus compromissos (ainda bem que ele sabe, né?) - outro pensamento: "lá vem o golpe!"

Eu ouvi tudo pacientemente e quando ele terminou de falar, eu disse: "então, fulano, já que você não tem advogado constituído nos autos a intimação será pessoal e assim que você a receber, procure imediatamente um Defensor para que ele tome as providências cabíveis." Ele parou por um segundo, como se pensasse: "p****, não colou!" e reclamou de como é difícil depender do serviço público etc, mas eu me mantive firme e forte.

Meu mau humor de segunda me livrou de embarcar numa outra furada! Já imaginaram se eu me largasse de onde estava para atender a esse cidadão e ainda ficar a ver navios do jeito que as coisas estão difíceis?

Gente, eu me ofereci pra trabalhar de graça pra uma conhecida minha e me arrependi pro resto da vida, pois nada que se faça agrada. Mas como a situação dela estava bem difícil na época, fiquei com pena e me ofereci pra ajudar. Depois fui vendo suas atitudes e quanta coisa ela poderia fazer pra tentar melhorar sua situação e não faz, sem falar que peguei umas contradições aqui e ali (pra não chamar de mentira mesmo!). Ainda por cima não tem humildade, já me procura exigindo as coisas, mandando que eu me vire porque passei 5 anos na faculdade pra isso mesmo, questiona meu trabalho e minhas orientações me falando que consultou outros advogados (não sei porque não os contrata) e eles disseram isso e aquilo, ou seja, que eu sou uma incompetente.

Já perdi as contas de quantas vezes tive vontade de mandá-la se... E pra não passar por isso de novo, vou valorizar meu trabalho, meus 5 anos em faculdade particular em que gastei com livros, apostilas, matérias de verão e inverno, congressos, cursos de extensão etc. São quase 7 anos de formada e ainda não fiz uma pós graduação; só encontro gente que acha que advogar é só sentar na frente do computador, digitar os documentos, imprimir e protocolar. Não se interessa em saber o tempo que "gasto" com pesquisas e consultas em livros, leis e até a um ou outro colega, dependendo do caso.

Vamos parar de ser besta, né?

*Ao som de Patu Fu - "Nada pra mim."

Bom fim de semana a todos.

4 Entra aí!:

andreia inoue disse...

ixi monica,eh isso mesmo que voce falou,geralmente a gente se condoi do pessoal que diz que nao pode,mais no final das contas a gente que presta o favor sempre sai no prejuizo,pq geralmente nem aquele agradecimento sincero recebe,como ja falei antes a uma amiga,a gente que eh boa eh taxada de besta,ja me dei mal tantas e tantas vezes ajudando pessoas principalmente emprestando dinheiro,que hj em dia a unica frase que ja tenho pronta eh:sinto muito,mais nao dá.
a gente tem que aprender a dizer nao,isso nao significa ser ruim,eh simplesmente nao se deixar "montar"pelos outros,
cada um com seus problemas,e tem mesmo que valorizar o seu trabalho,afinal so quem estuda sabe o quanto custa tanto financeiramente como mentalmente,
beijaoooo
e a proposito,nao fui promovida nao,hahahah...trabalhar onde estava era mais um castigo,remunerado,mais um castigo,ahahah...

Lou disse...

Meu pai sempre fala que mesmo que a gente faça as coisas para ajudar, sempre termina sendo criticado e é o vilão da história.
Credo, que amiga mais folgada essa sua!
Você está certa, porque se a gente não valorizar o nosso trabalho, quem vai? Ainda bem que você se recusou trabalhar de graça para o ex-marido da mulher aí, imagina a dor de cabeça que você poupou!
Hoje em dia não tenho muito esses problemas, mas na escola e na faculdade as pessoas adoravam fazer tudo nas minhas costas: era um tal de colocar nome no trabalho, estudar com a galera, enfim. pensa que alguém lembrava da babaca aqui na hora da diversão? Que nada!
Enfim, como a Andreia falou: é importante saber dizer não.
Beijos

Abbie disse...

As pessoas não se tocam não. Você já tá ajudando, de graça, e ainda querem reclamar? Eu acho isso um absurdo. Nada muito perto do seu ocorrido, mas tinha um amigo meu no colégio que uma vez quebrou o braço e não podia escrever, então eu me ofereci pra copiar pra ele e tals.. Mas o malandro depois começou a cismar que eu tinha que primeiro copiar o dele e depois do meu. E além do que, depois que a mão dele ficou boa, ele ainda vivia reclamando que tava doendo e que eu tinha que copiar pra ele.. Até o dia em que eu disse 'Não vou mais copiar!" e o safado ainda ficou reclamando.
Você dá a mão, ai querem o seu corpo inteiro até o ultimo fio de cabelo. Absurdo.
BOM FINAL DE SEMANA :)

Adlianny disse...

Meninaaa,mas cara mais cara de pau esse,ainda bem q seu mau humor ajudou e vc não caiu nessa.
Mais cara de pau ainda essa sua amiga, e ainda ficar colocando seu trabalho em questão vê se pode? uahuahuahuahuauaa
Esse povo acha mesmo que faculdade é brincadeira e q passamos 5 anos nos divertindo.
Concordo com Andréia e Lou, temos mesmo q aprender a dizer NÃO.

Beijooo grande minha querida.

Ps.: respondendo sua pergunta, eu estudo Psicologia, quarto período.