Blá blá blá...

O Chá de Panela

Ontem fui a um chá de panela. Estava tudo tranquilo até a hora em que a mandaram se encher de roupas para adivinhar os presentes. A cada erro era uma peça de roupa a menos e uma golada de vinho de uma só vez. No começo ela errou bastante, mas depois de uns copos de vinho na cabeça até que ela ficou mais sabidinha...rs. Quando terminaram os presentes, a coitada tava tontinha, tontinha. Foi bem divertido, ri bastante.

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Amigos, amigos...

Dois amigos meus estão com problemas. Há 5 meses minha amiga se meteu em uma "enrascada" (lá vou eu de novo deixar vocês doidos...rs) e precisou da ajuda de um amigo nosso. Ele, por sua vez, não concordava com a decisão que ela tinha tomado e ficou protelando a ajuda o máximo que pôde até que ela percebeu que ele não iria fazer o favor e teve que se virar sozinha. Depois disso ele a procurou e ela o tratou de maneira indiferente por ele ter negado ajuda e se instalou o mal estar entre os dois.

Resultado: eu entre a cruz e a espada, no meio do fogo cruzado porque sou amiga dos dois, embora mais dela do que dele. Por um lado, dei razão a ele porque ela fez uma coisa que, aos olhos da lei dos homens e das leis de Deus, é errado. Mas ele poderia ter conversado sobre isso com ela, certo? Não custava dizer: "olha, Fulana, eu sei que essa é uma decisão só sua, não vou deixar de ser seu amigo por isso, mas não vou contribuir em nada para a prática desse ato." Certamente ela entenderia e procuraria uma outra pessoa pra ajudar, como foi o que acabou acontecendo.

Por outro lado, essa minha amiga tem uma enorme dificuldade de admitir quando erra e pedir desculpas por isso. Durante nossos 12 anos de amizade, tivemos apenas um desentendimento mais grave e quase deixamos de nos falar. Tudo porque eu tentei avisá-la que um amigo de meu irmão estava tirando sarro da cara dela, enquanto ela pensava que ele a estava paquerando. Tentei de avisar de várias formas, mas acho que ela pensou que eu estivesse com interesse nele também e não deu ouvidos. Depois ela acabou descobrindo, eu falei que tinha tentado avisar e ainda saí como ruim na história. Demorou um tempinho até ficar tudo bem de novo entre a gente e nunca mais se desentendeu desse jeito.

Ontem ela me pediu ajuda para tentar reconquistar essa amizade abalada. Eu já conversei com ele e pelas respostas que obtive, acho que não tem mais volta. Ele disse que já aconteceram muitas coisas entre eles e essa foi a gota d'água. Ela não sabe que tivemos essa conversa. Fiquei de marcar um almoço com ele para conversarmos melhor e ver o que posso fazer. Ela deu um passo e mandou recado dizendo que gostaria de conversar com ele. Vamos ver...

Para completar, ela está com um caroço na tireóide (mas que ainda não provoca disfunções) e com uma veia do coração meio interrompida. Pelo que conheço dela, deve estar com medo disso tudo. Espero que dessa vez ela comece a se cuidar porque ela só se preocupa com os outros e trabalha feito uma escrava num negócio de família. Família essa que não dá o menor valor ao que ela faz.

Durante nossa conversa ela me disse: "você me conhece tanto que às vezes tenho muito medo." Não sei bem o que ela quis dizer com isso, mas amanhã vamos nos falar pessoalmente e quem sabe eu entenda. Mas, de antemão, concordo com ela. Às vezes eu conheço mais as pessoas do que a mim mesma e isso me dá medo porque significa dizer que não sei bem quem eu sou, nem o que sou capaz de fazer (de bom, de ruim, de certo, de errado...).

Bom domingo!

5 Entra aí!:

andreia inoue disse...

esses climinhas ruins entre amigos eh terrivel para quem indiretamente tem que acabar tomando partido,
espero que a amizade seja forte o suficiente para que consiga passar por essea crise!!!!
e eu acho que o fato de sermos amigos nao significa que tenhamos que estar sempre dispostos a ajudar,principalmente se for algo que nao concordamos,mais como nao sei da situacao,nao vou da pitacos,ahahha...
um super beijaoooo!!!!

Lou disse...

Eu achoq ue a gente nunca conehce ninguém completamente, nem os outros, nem nós mesmos...

E amizade, na minha opinião, é assim: tanto pode durar uma vida inteira quanto terminar de repente. Acho que o Mauri falou isso um dia, amizade é um relacionamento e, por isso, passível de chegar ao fim.

Toda comidinha confortável é engordativa, Monks. Mas vou tentar segurar a boca pra ver se ganho meu gato árabe. Ai, ai....

Beijo!

Adlianny disse...

Mônica querida, mais uma vez li e reli o postmil vezes na tentativa de entender a história, sou mesmo curiosa demais e adoro desvendar as entrelinhas.
Acho que entendi a situação e menina que sinuca de bico essa que te colocaram,mas não se preocupa não,por mais sofrido que algo seja, no fim sempre acaba tudo bem.
Quanto ao conhecer demais as pessoas eu sempre fui assim tbm, super preocupada com tudo e com todos e por isso acabava meio que esquecendo de conhecer a mim mesma.
Mas ultimamente tenho entrado de cabeça na aventura de mergulhar em MIM e isso é bom demais.
Tô descobrindo coisas que nunca imaginaria uahuauahuahuaua
Beijooo bem grande e um ótimo domingo.
Sorte na resolução desse problema e melhoras físicas pra sua amiga, pois as emocionais demoram muito.

Fábio disse...

ai, fico entre a cruz e a espada sempre quando meus amigos( q não se suportam, vão nas minhas apresentaçoes...) mais fazer o q né? amigo é amigo....
parabens pelo blog!
bjo!

M. disse...

meldels, que vontade de fazer chá de cozinha só para poder ficar tomando vinho e errar tudo...

HAIuHAiUAHiA

=P