Esperança

Comecei dezenas de vezes
não que não soubesse contar,
as palavras nos caminhos
de ouvidos e olhos dispersos,
voltadas para o rio,
treinei o esquecimento
nas sílabas sem resposta,
apaguei os jornais por dias
fiquei sonâmbula por meses
sem saber quantas almas
em mim viviam, sem calma
nas minhas paisagens
as que mais sonhei ou desejei
inventadas por anos
sem saber o que sentir
vou lendo as cartas dos mistérios,
nunca nada tem sentido,
crio-os por dentro e solto-os
os sonhos, existem na vida
a correr dentro de mim
como as águas procuram o mar
no desenho de quem respira
no vento adormecido
que nos leva no sono,
nem sempre somos iguais
ao nosso canto, por isso
comecei dezenas de vezes
a adormecer no colo
da esperança

Constança Lucas

Enquanto me falta inspiração para os meus, coloco os dos outros.

Hoje a residência da família Trapo receberá visita de parentes que vem de Brasília. Meu tio (irmão de meu pai), sua esposa, minhas duas primas e uma amiga delas. Eu deveria estar feliz, mas estou é preocupada porque o clima aqui não anda lá muito amigável. Eles provavelmente vão querer nossa companhia para passear e para mim será um prazer, se não implicar em gastos, pois meu orçamento anda no limite das contas e sem espaço para extras.

3 Entra aí!:

disse...

HAHA, me explica o que vem a ser familia trapo, pra eu ver se aqui em casa é assim tb?

Lindas as palavras sobre a esperança...e não se amofine, qdo não se tem o q escrever em mente, nda melhor q uma carta na manga do tipo belos versos alheios.

Eu não sei o q escrever tb, não me vem nda à cabeça, se eu tiver inspiração, escrevo, senão, ver ler de novo o blog do zeca camargo q essa semana ele fez um post bem complexo.
Kisses

Lou disse...

Ai, visita de família às vezes enche o saco! Mas, bem que eu queria trazer minha priminha de seis anos pra cá por uns dias, porque ela é uma graça!
Hoje meu dia foi difícil, por isso também coloquei a poesia alheia no meu blog.
Beijim =*

Sieger disse...

aiii, eu tb não gosto de visita de familia!