"O amor é uma força da natureza."


Ontem vi pela segunda vez o filme "O Segredo de Brokeback Mountain". O engraçado é que na mesma semana em que anunciou sua exibição ontem em Supercine, vi o DVD nas Americanas e só não o comprei porque minha cota de gastos do mês já tinham se encerrado.

Acredito que as pessoas que leem (dá-lhe mudança ortográfica!) esse blog já devem ter assistido e se não o fizeram, recomendo. Não tive a oportunidade de ver no cinema, mas aluguei tão logo pude. Estando com o filme em casa, ofereci-o para meu pai e meu irmão. Não sei se meu pai assistiu, mas no dia seguinte meu irmão veio me perguntar como a história terminava e então se deu o breve diálogo:

Eu: "você não assistiu?"
Ele: "Não! Viadagem da porra!"
Eu: "Então pra quê quer saber o final?"
Ele: "Pra saber..."
Eu: "Jack morre."

Hoje pela manhã, antes de ele sair para a casa da noiva, veio me perguntar se eu tinha assistido ao filme ontem e se podia lhe dizer a frase que "Ennie" dissera no final do filme porque ele e a noiva não conseguiram ouvir. Engraçado como dessa vez ele assistiu à viadagem, né?

Incidentes à parte, concordo com a frase que deu título a esse post. Quando o amor acontece não distingue sexo, cor, classe social, cultura etc. Simplesmente nos despe de todo e qualquer preconceito, tira-nos a razão, acelera o coração e faz nossa mente borbulhar. O AMOR é entre almas das quais o corpo é apenas um habitat temporário e quando duas almas se reencontram, vivem esse amor de forma plena. Mas, infelizmente, muitas pessoas não são capazes de compreender esse amor que transcende as amarras do corpo e o julgam simplesmente "viadagem", sem vergonhice etc.

Minha mãe e alguns amigos costumam dizer que eu tenho a mente aberta demais, que acho tudo normal, pois eu não vejo nenhum problema em casais homossexuais terem direito ao casamento, adoção de filhos, enfim...tudo que os casais heteros tem direito. Se essa situação é certa ou errada não sou eu, nem ninguém que deve julgar. Afinal de contas, cada um responde pelos seus atos quando chega a hora. Eu, particularmente, estou de acordo com o que diz a música: "qualquer maneira de amor vale a pena."

Ps.: É uma pena que no auge de sua carreira e com muitas coisas que ainda poderia fazer, Heath Ledger, o "Ennie Del Mar" encerrou sua atuação de forma tão abrupta...

4 Entra aí!:

Renan disse...

:~~ Nossa Mônica, pior.
A morte do ator do Ennis foi bem triste... Parece que foi acidental...
Eu sei que o filme é realmente uma abertura pra uma realidade que não tem nada a ver com parada gay. Tem a ver com amor :).

Bjus, boa semana pra gente!

disse...

Haha, coincidentemente, assiti hj "Batman, o cavaleiro das trevas". Sua danadaaaa, eu ainda não vi esse filme dos cowboys, pasme! Percebi q ia passar ontem na Globo, só q minha prioridade era assistir a apresentação do Victor e Léo no sbt, qdo terminou o filmes já ia começado e não quis pegar o bonde andando, vou deixar pra alugar qq dia desses. Concordo com vc q o preconceito é mto gde ainda, e velado...É impressionante como tem gente q enxerga tão aquém, dá até raiva...No meu trabalho, tem uma guria q vive dizendo q homossexualidade é uma doença e que se a pessoa quiser,ela se cura (eu fico só ouvindo sem dizer nda, pq se eu começar a discutir, certeza q não vai dar pé). Eu mesma, que não tenho nda contra, acho estranho a valer ver 2 pessoas do mesmo sexo se beijando, por exemplo. Aceito e tudo, mas acho estranho, pq no fundo, estamos cheio de fortes amarras, tão fortes que nos causam tamanha estranheza ao que foge aos padrões. Mas, cada um como lhe convém ser.
Voltando a falar do autor, o finado, o qual não sei escrever o nome, acabei vendo o filme do Batman por causa dele. Li, inúmeras vezes por ai que a atuação do cara fora espetacular, inclusive, cheguei a ver "o cavaleiro das trevas" listado como 1 dos 100 melhores filmes de todos os tempos de acordo com classificação, nao recordo, se de revista ou um órgão qq americano. E tocaram a falar bem do Ledger, é isso? Olha, assito filme a valer e tal, e tenho tentando me livrar dos americanos, venho procurando apurar meu gosto, e tenho assistido a filmes premiados em festivais europeus, ou do gênero alternativo, e na plenitude da minha ignorância, acho que o Ledgder, ou melhor, o Coringa, se saiu mto melhor do que o próprio Batman. O cara deu um shox à parte, foi um vilão digno de palmas. Acho q é por isso que os atores adoram fazer vilões, eles sempre se destacam...
Bom, mas chega dos meus tratados! Tem vários dias, aliás, todos esses que consegui folgar, que a única coisa q faço é pesquisar coisas pra blog, ler bastante na internet e igualmente, escrever, mas amanhã, retomo as atividades, em especial, a academia, q está me fazendo falta, pq daqui a pco, perco meu guarda-roupas.
Bom, vou lá.
Abraço, e que 2009 seja um ano de ralizações pra gente.

disse...

Eitaaaaaa, fui reler o meu comentário e tem um festival de barbaridades!!! Escrevo correndo, e já posto em seguida. Tem uns tropeços, mas acho q dá p entender, haha.

Lou disse...

Eu vi esse filme num cinema com uma tela enorme de gigante, foi muito legal! (Me lembro de ficar chocada com a primeira cena de sexo entre eles, não porque era homossexual, mas porque eu fico chocada com quase todas as cenas de sexo do cinema e da tv. É que eu sou extremamente provinciana, haha...)
Mas, enfim, eu acho esse filme lindo, fantástico e, óbvio, concordo com a música do meu Milton Nascimento amado e querido, intitulada Paula e Bebeto: "qualquer maneira de amor vale à pena, qualquer maneira de amor valerá".
Minha mãe também fala que eu acho tudo normal. Aí, eu digo que anormal é político corrupto e policial que atira num carro, com crianças, sem mais nem menos. Anormal é pai que joga filho pela janela e playboy que toca fogo em mendingos na rua. Ser gay é apenas uma orientação sexual... Aliás, não sei que obsessão é essa que as pessoas têm com a orientação sexual alheia. Eu nunca me interesso por isso, a menos que eu esteja afim do gajo, mas é só pra saber se vale o investimento, hehe...
Bem, é isso.
Boa semana!