Então...

Desde sexta da semana retrasada minha prof. de natação está às voltas com o irmão doente e hospitalizado. Desde então, o moreno gato de quem eu tanto já falei aqui tem sido seu substituto. Ele já me deu aula outras vezes e constumávamos conversar algumas amenidades até o dia em que ele soltou que tem namorada e me deu o primeiro banho de água fria.

Por várias vezes ele chegava lá no horário da minha turma, entrava na piscina, nadava conosco e sempre parava ao meu lado pra puxar papo. Às vezes eu tinha que dizer: "deixa eu ir, senão daqui a pouco a teatcher me dá um grito!". Depois que a turma encheu, não dava mais para ele nadar conosco e só o via por lá nos horários de aula dele.

Certa vez, ficamos eu, ele, a teatcher e uma outra menina de uns 12 anos. Eu já tinha notado que ele se acha demais e a partir disso fui dando uns cortes nele aqui e ali, mas nesse dia eu descobri que a idade mental dele também beira os 12 anos, mais ou menos. Isso foi o suficiente, além do fato de ele ter namorada, pra achá-lo apenas um homem bonito, sem mais.

Pois bem, sexta passada, três pessoas na piscina e começa:

ele: "E aí, Mônica, vai pro pré caju hoje?"

eu: "Nem hoje, nem amanhã e nem depois"

ele: "Não gosta?"

eu: "Enjoei, passou meu tempo já."

Depois de alguns minutos me fazendo perguntas para entender o porquê de eu não ir para a festa e tentando meio que me convencer a ir, ele se conformou e começou a aula. Lá pelas tantas, lá vem ele com papo de pré caju de novo:

ele: "Me contaram que certa vez, no pré caju, seis caras cercaram uma menina e ela só saiu da roda depois que beijou todos eles."

(pausa de uns segundos com ele olhando pra mim querendo algum sinal de aprovação ou reprovação para tal relato e eu olhando pra ele tentando entender que conversa era aquela)

eu: "É, pelo que sei, isso é costume também no carnaval de Salvador e acho nada a ver um bando de homem cercar uma mulher e fazê-la beijá-los a força (se bem que com algumas nem precisa insistir)

ele: "É mesmo, já pensou? Agora vá lá"

Mais umas pernadas e braçadas, ele nos liberou pra relaxar um pouco até o final da aula e o papo seguiu:

ele: "Mônica lhe disse porque a teatcher não veio hoje?"

eu "Quem?"

ele: "Desculpe, Fulana lhe disse porque (...) Eu tô meio azuado hoje, você percebeu?." (isso ele já tinha chamado Fulana de Mônica umas 5 vezes)

eu: "É, tô vendo..."

ele: "É que eu tô com 24 anos e ainda tô meio indeciso...(risos)"

eu: "Isso é grave!"

ele: "Quantos anos vc tem, Mônica?"

eu: 31

ele: "Quer dizer que você não gosta mesmo do pré caju?" (ê laia...)

eu: "Não é que não goste, só passou meu tempo de ficar no meio de tanta gente. Tô na fase do sossego agora."

ele: "Ah, deixa pra sossegar lá pelos 50. O pré caju é a melhor festa pra mim. Eu já fui de sair mais, mas depois que comecei a namorar não tenho saído tanto porque minha namorada é evangélica."

eu: "Bom, eu acho que se a pessoa souber se divertir dentro dos seus limites, não vejo porque evitar por causa de religião."

ele: "Pois é, pra mim, se proibir é pior. Eu mesmo vou sem minha namorada pra festa e não vou traí-la, mas se ela me proibisse, eu trairia!"

eu pensando: "Hã? Eu hein..."

Guris chegando pra aula. Votos de bom fim de semana e bom pré caju para ele.

Ou estou doida, ou isso foi mesmo uma coisa estranha. E acho bom a namoradinha dele se ligar e passar a acompanhá-lo às festas, senão ele pode achar uma subistituta.

2 Entra aí!:

Lou disse...

É, Mônica. Realmente, o papo foi estranho. Será que ele estava querendo que você fosse a substituta? Ô, meu pai... Homem é tudo palhaço. Mesmo.
Beijinhos e ótima semana!

Sieger disse...

É verdade! Imagina...
Por isso que rola um certo ciuminho entre Ronnie e eu "Sai, mas não apronta!"